Apelo fraterno

Caros companheiros na Espanha e Catalunha,

enquanto uma grande parte da política europeia se silencia diante da situação preocupante em sua pátria, é hora dos seus irmãos e irmãs no Europa restante levantarem suas vozes e se dirigirem à vocês e aqueles que afirmam ser seus representantes.

Muitas pessoas de todo o mundo visitaram seu país e não poucos de nós têm suas raízes na Espanha. Cada um que caminhou pelas Ramblas em Barcelona ou tenha visitado a Sagrada Família de Gaudí, que conduziu seus passos no Caminho de Santiago de Compostela; cada um que apreciou obras de mestres como Goya, Velázquez, Dalí, Miró e Picasso e cada um que passeou nos Jardins de Alhambra e que dirigiu seu olhar à Sierra Nevada ou que podia desfrutar de um dos muitos outros lugares maravilhosos do seu país, carrega em seu coração uma parte de sua diversidade. Acima de tudo, no entanto, porque passávamos de alguma forma tempo com vocês.

Nós amamos vocês e a nos gera preocupação que vocês caiam na mesma armadilha na qual tombaram nossos irmãos e irmãs na ex-Jugoslávia, na qual nossos companheiros estão na Ucrânia ou em outras partes do mundo, onde pessoas são incitadas contra pessoas.

Em todos os tempos e em todas as épocas tem repetidamente sidos os mesmos, que instilaram na população ideologias e princípios, os quais levaram uma e outra vez ao desastre. O sofrimento e o infortúnio ficam sempre para o povo. Pensem, por favor, no horror do século passado que o seu país tinha que sofrer e nas feridas que abriu, os quais, como parece, ainda nem curaram. Não acrescentem novas lesões.

Cada povo que tenha seu próprio idioma e sua própria cultura deveria ter o direito à autodeterminação bem como poder expressá-lo. Mas isso não se manifesta nem por bandeiras, nem hinos, nem por fronteiras ou exclusão de outros, mas pela linguagem, o modo de viver e de ser. Este último não pode ser imposto nem tomado pelas leis.

Independentemente de fronteiras que separem irmãos e irmãs, e independentemente de governantes, seja em Barcelona, ​​Madrid, Paris, Berlim, Moscou, Pequim, Nova York ou em qualquer lugar do mundo, que buscam dominar a nós e nossos irmãos e irmãs, abusá-los para seus próprios propósitos e oprimi-los, é tarefa obrigatória que temos de enfrentar, superar em conjunto cada desafio, encontrar soluções e estabelecer um mundo pacífico.

Resistam ao veneno composto de ódio e preconceito. Procurem o diálogo com seus irmãos e irmãs.

Bernardo Jairo Gomez Garcia, Rainer Blütenreich, Eleni Siskou, Berni Hanus, Johanna König, Martina Jordan, Franz Quixtner (Br), Jadranka Dierkes, Manuel Rodriguez, Claudia Constanza Fajardo Barrios (Col), Adolfo Alberto Gómez Barrios (Col)

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